segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

AULA DIA 14-02-2014



Violência sexual: Caracterização e análise de casos revelados na escola
                                                              Silvia Regina e Marilena Ristum    
  
     Com base no texto em estudo, pude perceber que a violência sexual acontece entre homens e mulheres, frequentemente entre crianças e adolescente, independente dos seus status (etnia, classes sócias, culturas e religião). Está explícita nas seguintes categorias:
       1ª Doméstica: pelo simples fato de acontecer no âmbito da vítima, podendo ser praticada por conhecidos da mesma;
  
                2º Intra-familiar: quando o ato acontece dentro da família, apresenta-se na relação de parentesco e/ou vínculo, como por exemplo, mães padrinhos, tios, como também na relação afetiva, com primos e irmãos, que viva ou não sob o mesmo teto;

         3º Extra familiar: quando a violência acontece fora do âmbito familiar, podendo ser praticada por conhecidos, vizinhos, pessoas estranhas, entre outros.

Como consta no texto, através dos estudos de caso apresentado, o maior índice de violência sexual está ligado aos membros da família e pessoas próximas, o que implica dizer a falta de denúncia na sociedade brasileira. 
A sexualidade ainda é vista pelo lado negativo. A omissão é presente principalmente quando o ato é realizado por alguém que apresenta relações com a família da vítima violada. A solução para amenizar, detectar, intervir e promover fatores que contribuam para a diminuição da violência é a ESCOLA. Já que a mesma está intrinsecamente envolvida com o sujeito em seu processo de construção e desenvolvimento intelectual por determinadas horas.
       Para tentar solucionar o problema o ECA (Estatuto da criança e Adolescente) e a prática de diversos profissionais da área pudessem ser vista como soluções para amenizar índices, na prática não acontece pela falta de despreparação.
       Abuso sexual é todo ato ou jogo sexual, que abrange tanto o heterossexual como o homossexual, já que está ligado a fatores psicossexual mais avançado do que os das crianças e adolescentes. É realizada por meio de práticas eróticas e sexuais, sendo através de violência física, indução da sua própria vontade, ou por meio de ameaças; acarretando em ato que não produz o contato sexual, sem ou com penetração, ou até mesmo situações que apresente a exploração sexual por meio da vendagem do corpo com fins lucrativos, como exemplo, a prostituição e a pornografia. Abuso sexual está inerente ligado ao abuso além do permitido, afetando as crianças e adolescentes, tanto fisicamente como intelectualmente. 
      Enfim, o que era tarefa da escola em proteger o impacto da violência, procurando soluções e estratégias que pudesse colaborar na diminuição de tal ato, pelo menos para aquelas crianças desprovidas de cuidados da família, e que merece uma atenção maior no sentido de propor apoio, precauções e etc. De fato não acontece. Existe uma distância muito grande entre a realidade e o acontecido. Os direitos não são cumpridos conforme o estabelecido. Um posicionamento da escola seria o ponto chave para se chegar ao ápice da formação do indivíduo. Uma vez que, é um espaço de formação que trabalha valores, culturas, hábitos, entre outros aspectos contribuintes para a formação. A articulação da família e escola é de fundamental importância para a criança, tanto no sentido da formação da identidade, como também, com relação à proteção e a socialização do seu saber. Logo, de acordo com Regina e Ristum:
                  
“a escola deve restabelecer seu papel de agenciadora do saber e do conhecimento; abandonar a postura opressiva, na qual se confundem disciplina e autoritarismo; e adotar uma disciplina transformadora, consistente e responsável” ( Regina e Ristum, apud, David, 1997).
 

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